Há quanto tempo não venho aqui... ou tu... Caiu no esquecimento... Meu? Nunca... Teu? Por certo... Tenho evitado confesso, doloroso demais...Para mim, mas por mim falo. Uma história que julguei vencedora, avassaladora...
Algo que começou por palavras em comum, que se transformou em noites longas de começos de poemas a dois, o que eu pensava terminavas, e na ordem inversa... Pela primeira vez absorvi o olhar de alguém sem o desviar, sem medo, mesmo que tremesse que nem varas verdes mas o teu magnetismo era forte demais, o teu olhar, a tua voz, dominavam-me... Chegaste a dizer tempos depois que quando olhava para ti , depois de momentos a dois partilhados, o meu olhar "incomodava"...Mas que sentias a falta. Absorvi cada palavra tua, mesmo que fosse irrelevante, para mim tinha a sua magia própria. Ainda hoje não consigo pensar em ti sem as lágrimas caírem, que raios!!! Mas aprendi a evitá-las...Hoje não... vitória tua.
Ainda me lembro das vezes no principio em que quase me acusaste e condenaste pelo meu "altruismo" exacerbado, que falsidade, pelas imensas vezes em que pensei no teu bem estar ou dos teus em prol do meu, e te zangaste comigo por ser assim, falso! Promessas de amor ou palavras jogadas ao vento, ditas por ti e por mim levadas a sério, capaz de jogar tudo para o alto, mas vi que quanto mais dei... menos levei...
Mostrei-me mais uma vez vulnerável, à vida, ao amor sem a ele ter direito e com justa causa é certo, mas o vivi, acreditei, e julguei que a minha hora tinha chegado, tomei como certo que era desta... Quão enganada estava... Levei com ciumes infundados, nem comento, azedumes desnecessários, traumas que comigo nada tinham a ver, mas aguentei tudo, mesmo de coração a sangrar por dentro como um louco, aguentei, porque pensei... Ele sim, este amor sim, vale a pena! Noites perdidas em lágrimas por ti egoísticamente causadas, chorei mais e com mais força por ti do que o fiz em alturas em que a minha vida tentei tirar por motivos alheios,ahhh é verdade, os que nunca mostraste interesse em saber... Eu? Não havia nada que te envolvesse que não quisesse saber, cuidar, curar ou remendar. A isso se chama amor!
Dias em que o meu sorriso nascia ao acordar, contigo no pensamento, aliás, não havia momento do dia em que por ti não fosse ocupado... Deitava-me a pensar em ti, acordava a pensar em ti, comia, sorria, suspirava e chorava... Nas noites em que não te podia ter, fosse por mim ou por ti. Curioso, mais eram as tuas que as minhas mas enfim... Tantas noites em que o meu regaço tiveste, devoção e dedicação, nunca cobrei nada mais que o meu território em ti, o que pensava meu...De repente, deixaste de ser...(Ou nunca o foste) O que aprendera a idolatrar... A presença constante, mas sem aviso, carta registada com aviso de recepção entregue em mão... Esperei pelo simples registo, mas nem ele veio. Foste como que um nevoeiro rápido dissipando, rápido demais... E por mais que te queira tirar da minha vida, não consigo... E odeio-te por isso...Amando ainda mesmo assim...Nem te vou crucificar por ter sido uma pequena névoa na tua vida, apenas fui o que fui, de acordo com a tua maneira de ser.
Apenas peço que mesmo entre lágrimas minhas que caem, desvergonadamente, estupidamente, peço a Deus que sejas feliz... Algo nunca há-de mudar, o meu carinho por ti. Seja de longe( assim o escolheste) ou perto, há-de sempre existir... E com muita dor no coração, me despeço de ti... E deste espaço, esquecido,mas para mim sempre lembrado, criado a pensar no espelho da nossa alma...
Um beijo em ti poeta, e continua a escrever....








